Rui Paixão estreia espetáculo "Glüt" em França e inicia digressão em Ovar
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O ator Rui Paixão estreia, em 12 de novembro, no centro cultural Le Subs, em Lyon, França, o novo solo, "Glüt", oito dias antes de o apresentar no Centro de Arte de Ovar, anunciou hoje a produtora.
A estreia do espetáculo em França está integrada na programação da La Nuit du Cirque, uma iniciativa em parceria com UTOPISTES - Cité Internationale des Arts du Cirque de Lyon, onde terá mais duas récitas, nos dias 13 e 14, enquanto no Centro de Arte de Ovar terá apresentação única, em 20 de novembro, acrescenta a nota de imprensa da Holy Clowns.
Em 19 de dezembro, o espetáculo subirá ao palco do Teatro Garcia de Resende, em Évora, dando continuidade a uma digressão portuguesa que se estenderá pelo país, em 2027.
No próximo ano, "Glüt" terá apresentações no Theatro Circo, em Braga, Teatro Municipal do Porto, Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, Teatro das Figuras, em Faro, Teatro Viriato, em Viseu, Teatro Municipal da Covilhã, Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, e Cine Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira, acrescenta a produtora, sem mencionar datas.
No solo, Rui Paixão "propõe-se a destilar a arte do palhaço até ao seu estado mais puro", pondo em palco um "exercício depurado, estilizado e profundamente físico", acrescenta a produtora.
De acordo com a Holy Clowns, esta é "a proposta mais ambiciosa a que o artista português se desafiou", com a qual procura estender "um olhar sobre o riso e a vulnerabilidade humana sob pretexto de um entendimento, o mais alargado possível, sobre a liberdade de expressão e a imprescindibilidade nesse processo do riso e do humor".
A produtora acrescenta que o título do espetáculo "é uma palavra inventada, sem significado". Todavia, nasce de "brüllt", que "é a forma conjugada do verbo 'brüllen' que em alemão é usada para indicar que alguém (ou um animal) está a emitir um som muito alto — rugido, berro ou grito".
"Entre o impacto e o instinto, entre o som e o absurdo, entre a incoerência e a surpresa ergue-se o universo deste espetáculo", conclui a apresentação.
Rui Paixão desenvolve, desde 2015, "um trabalho de investigação e criação no campo do 'clown' contemporâneo, entendido como disciplina circense autónoma com forte relevância artística e social".
O percurso do ator "centra-se na criação de espetáculos híbridos, com particular interesse pelo espaço público, integrando influências da sua formação em Teatro (pela Academia Contemporânea do Espetáculo), da experiência como artista de rua e do seu trabalho em contextos internacionais", refere a produtora.
Rui Paixão fez parte do Cirque du Soleil, em 2019 e 2020, como criador original na China, companhia a que regressou em 2023-2024, nos Estados Unidos.
Do currículo do artista conta ainda a colaboração com a coreógrafa Marlene Monteiro Freitas em "Lulu" (2023) e "NÔT" (2025).
Entre 2015 e 2024, Rui Paixão apresentou projetos independentes, maioritariamente autofinanciados e coproduzidos por festivais como Imaginarius, LEME, FiraTàrrega e Vaudeville Rendez-Vous, dedicados ao desenvolvimento da linguagem do 'clown' e do circo contemporâneo.
Rui Paixão foi também encenador e diretor artístico convidado, nomeadamente no Circo do Coliseu do Porto (2022), e mais recentemente em "Troglodita", para a companhia Teatro do Bolhão.
Em 2026 fundou a associação Holy Clowns, com o objetivo de profissionalizar a sua estrutura artística e de desenvolver novos projetos de criação e investigação em 'clown' e circo contemporâneo.
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